Em um dia de pensamento longínquo, me peguei refletindo sobre os desejos e a possibilidade de realizá-los. Nada de muito profundo, no início, mas conforme o pensamento ia deslizando sobre a minha mente, a questão, a princípio inofensiva, foi se tornando causa de agonia e angústia.
Decidi continuar levando isso à frente, sem que soubesse onde iria parar. E sobre o fato de desejar, estou tirando algumas conclusões, talvez um pouco precipitadas, dado o estado de confusão mental em que me encontro.
A questão inicial é: de onde vem o desejo, a vontade de ter algo, ou de estar com alguém? Impossibilitada no momento de encontrar uma resposta, indago outras repetidas vezes por que razão eles existem, se não podemos de fato realizar a todos. Na verdade, até que podemos, se ao mesmo tempo ferirmos nossa própria dignidade, nossos pensamentos e ideais.
Um exemplo disso é o fato de estar com uma pessoa há bastante tempo e fazer planos com ela, a ponto de pensar que não existirá mais ninguém capaz de estar em seu lugar. Mas a partir do momento em que convivemos com outros, indefinidamente, surge também a vontade de estar com eles. E se essa vontade aparece de uma forma inexplicável, por que não pode desaparecer também? Afinal de contas, se deixarmos que essa fantasia se torne real, acabamos por cometer uma traição desnecessária.
Há quem não se importe com isso. Há quem vá em busca da realização de todos os desejos, não importando por que caminhos vai passar ou se irá ferir a si mesmo ou a outras pessoas. Elas desejam e vão atrás. E ponto.
Em alguns momentos sinto meu coração querer também agir dessa forma, tomado pela emoção da conquista de uma fantasia. Mas ao mesmo tempo, minha mente me diz para ter calma, pois o coração não sabe que, desejando algo assim, ele mesmo pode se ferir. Com isso, prefiro abafar meus sentimentos e seguir com a razão, afinal, ela sabe o que faz.
Deixando desejos por outras pessoas de lado, vamos ao quadro de coisas-materiais-que-queremos-sem-parar. Porque isso sim é mais fácil, já que, de certa forma, não atinge tanto aos outros, mas a si mesmo.
Um exemplo prático é querer viajar para o exterior. Quem não tem um sonho como esse? Depois, os nossos sonhos mais ocultos, aqueles que, em muitos dos casos, deixamos para realizar em nossos filhos: o simples fato de querer ser uma bailarina, ou um jogador de futebol. Há também aqueles relacionados com a questão profissional, o que devo ser ou não ser, o que devo fazer, etc.
Enquanto reflito, percebo que, diante de tantos sonhos, não sei quais são minhas prioridades. Talvez seja necessário primeiro estabelecê-las para depois pensar nas suas realizações. Assim, uma vez colocados em ordem, surge a necessidade de buscar objetivos para finalmente cumpri-los.
Finalizo ainda com inúmeras indagações e angústias dentro de mim. Talvez escrever não tenha dado tanto sentido, mas desabafos fazem sentido, de forma que me despeço deixando um pouco dessa minha contradição mental.
Decidi continuar levando isso à frente, sem que soubesse onde iria parar. E sobre o fato de desejar, estou tirando algumas conclusões, talvez um pouco precipitadas, dado o estado de confusão mental em que me encontro.
A questão inicial é: de onde vem o desejo, a vontade de ter algo, ou de estar com alguém? Impossibilitada no momento de encontrar uma resposta, indago outras repetidas vezes por que razão eles existem, se não podemos de fato realizar a todos. Na verdade, até que podemos, se ao mesmo tempo ferirmos nossa própria dignidade, nossos pensamentos e ideais.
Um exemplo disso é o fato de estar com uma pessoa há bastante tempo e fazer planos com ela, a ponto de pensar que não existirá mais ninguém capaz de estar em seu lugar. Mas a partir do momento em que convivemos com outros, indefinidamente, surge também a vontade de estar com eles. E se essa vontade aparece de uma forma inexplicável, por que não pode desaparecer também? Afinal de contas, se deixarmos que essa fantasia se torne real, acabamos por cometer uma traição desnecessária.
Há quem não se importe com isso. Há quem vá em busca da realização de todos os desejos, não importando por que caminhos vai passar ou se irá ferir a si mesmo ou a outras pessoas. Elas desejam e vão atrás. E ponto.
Em alguns momentos sinto meu coração querer também agir dessa forma, tomado pela emoção da conquista de uma fantasia. Mas ao mesmo tempo, minha mente me diz para ter calma, pois o coração não sabe que, desejando algo assim, ele mesmo pode se ferir. Com isso, prefiro abafar meus sentimentos e seguir com a razão, afinal, ela sabe o que faz.
Deixando desejos por outras pessoas de lado, vamos ao quadro de coisas-materiais-que-queremos-sem-parar. Porque isso sim é mais fácil, já que, de certa forma, não atinge tanto aos outros, mas a si mesmo.
Um exemplo prático é querer viajar para o exterior. Quem não tem um sonho como esse? Depois, os nossos sonhos mais ocultos, aqueles que, em muitos dos casos, deixamos para realizar em nossos filhos: o simples fato de querer ser uma bailarina, ou um jogador de futebol. Há também aqueles relacionados com a questão profissional, o que devo ser ou não ser, o que devo fazer, etc.
Enquanto reflito, percebo que, diante de tantos sonhos, não sei quais são minhas prioridades. Talvez seja necessário primeiro estabelecê-las para depois pensar nas suas realizações. Assim, uma vez colocados em ordem, surge a necessidade de buscar objetivos para finalmente cumpri-los.
Finalizo ainda com inúmeras indagações e angústias dentro de mim. Talvez escrever não tenha dado tanto sentido, mas desabafos fazem sentido, de forma que me despeço deixando um pouco dessa minha contradição mental.
Um comentário:
It´s good. You think a lot.Kisses.
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